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2 days ago on 27 May 2012 @ 8:14am 10,099 notes

Porque eu odeio falar, eu odeio pensar, odeio planejar, odeio criar expectativas. Foi assim desde que me lembro, sempre atrás dos indícios alheios e do que é mais fácil, eu fiquei cansada quando parti sem a mão de minha mãe, tive de aprender a segurar no sofá e logo me equilibrar. S.M

1 week ago on 19 May 2012 @ 4:20pm

É compreensível até certo momento, já havia sentido isto antes em outros pontos, mas este desespero constante tem me amortecido, amargurado em questão de pouco tempo, coisa passageira eu assumo porém de sequelas visíveis. Ora, ora não tivesse chegado um anestésico para meus músculos, veja lá se não houvesse existido, teria eu suportado tanto? Mesmo aquele sorriso abobado tem aliviado os meus dias, como se tirasse uma espessa camada de concreto deste meu peito jovem e tão inseguro. Quando não sorri, sem anestésico, uma aguda pontada. S.M

1 week ago on 19 May 2012 @ 8:31am

Eu só preciso de uma chance, uma única chance pra falar. Sempre me cobraram sentimentos manifestados, palavras que demonstrassem o que sinto. Mas acontece, que até hoje não encontrei algo capacitado o bastante para lhes dizer a respeito do que carrego comigo por tanto tempo. Dizem que os acontecimentos de nossa vida é que definem quem somos, e depois de tudo o que me aconteceu, tenho mesmo é que concordar. Dentre tantas brigas, mágoas, gritarias, lágrimas, dores, orgulho, desunião, afastamento (…) dentre tantos sentimentos perversos, presenciando-os por uma fase de transição, me tornei uma pessoa, talvez, amarga. Sentimentos gélidos, sempre com a preferência a escuridão. Sim, eu preferia o abismo à claridade, eis que assim, as pessoas não conseguiriam me ver com tamanha facilidade. Talvez não percebessem minha presença; não que eu quisesse ser alguém invisível, apenas queria privá-las de perguntas e questionamentos que não poderiam ser respondidos. E por isso, fechei o meu mundo, foi como se eu vivesse dentro de uma caixa de vidro, de forma a impedir que as pessoas se aproximassem; da mesma forma que eu não as permitia me dizer o que lhes importunava, eu não conseguia aproximar de alguém o bastante para dizer-lhe tudo que eu guardei por tanto tempo. Quisera eu fosse uma barreira física, como uma caixa de vidro como ja havia dito. Mas não. Eu mesma fazia de mim, a própria barreira, a própria dificuldade, o próprio sofrimento. Porque os outros… Por mais que sentissem mais, sofressem mais, eles gritavam para quem quisesse ouvir tudo o que lhes vinha em mente. Tinham medos, mas nada que os impedisse de expressá-los. Eu não. Meu problema é exatamente o demasiado: medos demais, sentimentos demais, saber demais, ouvir demais. Por noites ensaiei discursos a tentar de alguma forma, dizer de uma vez por todas, tudo o que preciso dizer. Mas não adianta. É só mais uma forma de reviver tudo o que passei. Porque de fato, eu nunca direi nada. Pode-se passar anos, como ja se passou, mas aqui estou, entre palavras subentendidas, dizendo a quem quiser ler o que me foi feito. E talvez quem precise realmente ler, ou quem eu quero que leia, jamais passará os olhos por aqui quiçá estará perto de perceber o destino dessas palavras mal articuladas e desses sentimentos tão complicados; Mas não me importo mais. Ou melhor, me importo muito. Mais do que eu deveria. No entanto, isso ja aconteceu-me tanto, que me habituei, aprendi a lidar com isso. E entendas, nunca passaram por mim com intuito de darem-me, naturalmente a chance de falar. Quando digo isso, não quero que sejas benevolente a meu favor, nem que sintas pena. Só quero que me dê espaço em seu mundo. Que aqueça esse meu gélido coração. Não precisas de muito, apenas seja você mesmo, não force palavras, ou atitudes. Ouça-me sem dizer uma sequer palavra, mas no fim, abrace-me com toda força que tiver, e me diga que ja passou, que não preciso guardar tanta coisa comigo. Porque essa é a verdade: eu só queria dividir um pouco do peso que tenho em cima de mim, uma ajuda parcial, quem sabe. Acoite-me, por favor. Não se aproxime com intenção de apenas saber o que se passa comigo, mas esteja ao meu lado. Se não for pedir muito, limpe minhas lágrimas. Porque essas meu caro, não param de cair. Andressa Ruas

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3 weeks ago on 6 May 2012 @ 7:27am 46 notes

Eu me entrego a todo este movimento de paixão pela vida, assim que coloco toco o chão ao levantar-me. Respiro profundamente e não esqueço que este maravilhoso ato é enfestado de mistério e romance. A vida, esta encantadora fumaça que flui nos deixa tão confusos, que necessitamos dar uma parada e nos desligar de tudo que nos rodeia para só assim então termos noção de qual é mesmo o nosso projeto. Hoje pela manhã, eu lembrei dos velhos enigmas e retomei a passos firmes meu verdadeiro caminho, senti esta fumaça mais intensa e levitei os pés. S.M

3 weeks ago on 5 May 2012 @ 5:41pm
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3 weeks ago on 4 May 2012 @ 8:49pm 1,402 notes
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3 weeks ago on 4 May 2012 @ 8:48am 21,681 notes

Gostaria de fazê-lo sorrir todos os dias, de niná-lo nas madrugadas de insônia, mesmo que isto me custasse a noite. Sinceramente gostaria de feito mais, de ter forçado mais o carisma para vê-lo bem, gostaria de sentir mais ânimo para encorajá-lo em seqüência, eu queria ser forte para que se apoiasse em mim quando estivesse manco, gostaria de ser sua força literalmente. Mas estas vontades são tão fracas, é tudo tão pequeno diante esta onda de dificuldades, e eu me torno cada vez menor e meu amor se demonstra cada vez mais apagado. Não consigo assimilar a ideia de se entristecer agora para não sofrer depois, o sofrimento sempre vai ser presente. S.M

3 weeks ago on 4 May 2012 @ 8:47am

Tem horas que nem mesmo um reset faria efeito, tem aquelas horas que depois de tanto arder os olhos agente prefere parar de seca-los e vê que isso vem a ser em vão. Percebe que tudo na verdade que tudo é em vão. Eu sinto pena de mim mesma, e desta situação deplorável em que decidi estacionar, sinto ódio pela falta de iniciativa de minha própria parte, sinto que mereço ainda mais por vir, porque pontadas no peito não são aprendizados cicatrizantes. Agora sinto que neste buraco, mais que uma escuridão habita uma criança muito carente, totalmente solitária que depois de alguns dias já não se desespera com o negro ambiente, esta criança grita por ajuda, esperneia mas não há mesmo ninguém por perto, apenas um longo e interminável silêncio. Estou perdidamente perdida e aflita, ao meu redor apenas paredes e pessoas vazias. Alguém me ajuda? Eu não aguento mais passar por isso, eu prefiro a morte do que este continuo ciclo sem rumo, sem sentido. Não da mais pra sobreviver, não consigo mais levar adiante porque agora tudo parece estar num tom mais cinza? A culpa é todinha minha, um animal desastroso por escolha. Enfim, Stela Maris.

3 weeks ago on 3 May 2012 @ 6:50pm
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3 weeks ago on 3 May 2012 @ 6:31pm 585 notes